THE VERSE


GROUP EXHIBITION WITH


PIA EIKAAS, LAWRENCE WEINER, TETINE, P.ARDID,ELENORA FABIAO,ALESSANDRA DOMINGUES,POTOGOR,SANDRA GAMARRA,LAURA BELEM,FRANCIS WILKER AND LIGIA SOUZA OLIVEIRA, CINZA, LUDOVICA CARBOTTA.


CURATED BY


JESSICA VARRICHIO AND GUILHERME GUIFRIDA


MUSEU DO LOUVRE PAU-BRAZYL

SÃO PAULO BRASIL


GHOST

(LYGIA LINA LISA)

HOLES OR HEALING OR IDENTITY OR WHAT IS THAT ANYWAY

LAWRENCE WEINER



PRATA
FUNDIDA
SOBRE ACO
INOX GELADO
RESOLUCÃO
PENDENTE

LAURA BELEM


TERRA (à) VISTA

FOLHA D PAU-BRAZYL


Newspaper made for the exhibition and distributed for free Down town São Paulo.


Front page by Lawrence Weiner.


Poem `Holes or Healing or Identity or what is that anyway´ By Pia Eikaas

 

Holes or healing or identity or what is that anyway

I saw you in my dream last night

a blue porus wave
cold concrete

 

you were wearing that blue dress  

the first time I saw you on the street
the last time it was white 
you looked tired or
ghost like drifting by

 

saudade
solidarity
was abandoned by greed,

by patriarchy, by fascism

I often wonder about stories you would tell,

of beautiful queer friends and losers and heroes of the margins

distant lands I cry myself to sleep
trying to figure out
the point of identity of what it is

and what does it mean anyway

 

 

national borders dissolve
abstract ideas no one seems to understand,
but crave from fear


Black white black and white


from the outside transgressing into
being internalized

systems systems systems

guilt
debt
shame
violent

time

I wonder if I will ever see you again

mirrors
in your
pocket

money and grief battles with restlessness

drifting through
shadows

On the other side is something else
I don’t know what





Buracos ou cura ou identidade ou seja lá o que isso for

 

te vi em meu sonho na noite passada

uma onda de poros azuis

frio concreto

 

 

você usava aquele vestido azul

a primeira vez que te vi na rua

a última vez era branco

você parecia cansada ou

fantasmagórica vagando por aí

 

 

saudade

a solidariedade

foi abandonada pela ganância

pelo patriarcado, pelo fascismo

 

sempre me pergunto sobre as histórias que você contaria,

sobre amigos queer lindos e perdedores e heróis das margens

 

terras distantes eu choro até dormir

tentando decifrar

a questão da identidade do que é

e o que isso quer dizer afinal

 

 

dissolver fronteiras nacionais

ideias abstratas que ninguém parece entender,

mas almejadas pelo medo

 

Preto branco preto e branco

 

transgredindo por fora para

ser internalizado

 

sistemas sistemas sistemas

 

culpa

dívida

vergonha

violento

 

tempo

 

me pergunto se ainda vou te ver outra vez

 

espelhos

em seu

bolso

 

dinheiro e dor lutam com a ansiedade

 

vagando pelas

sombras

 

Do outro lado há outra coisa

que eu não sei o que é

 

 


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